
Na noite desta terça-feira (10), a Administração Central da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) informou que foi notificada por funcionários da vigilância que o prédio da Reitoria foi invadido pelo movimento estudantil grevista, que teria arrombado portas para adentrar o local. Segundo a assessoria da UEFS, a invasão do prédio se deu após nove horas de exaustivas negociações para a formulação de um termo de compromisso construído e assinado por ambas as partes que tinha como objetivo maior proteger os diálogos democráticos, dentro do que abraça a legalidade.
“Porém, o arrombamento e invasão do referido espaço configura-se claro e inquestionável rompimento com os compromissos assumidos no referido termo, dentre os quais a mobilização pacífica e zelo pela integridade dos trabalhadores e do patrimônio público. Não temos dúvida que a UEFS será a Universidade que sua comunidade construir. Com afronta e desrespeito ao processo democrático e ao termo assinado, não há condições de negociação. Preocupa à gestão que o endurecimento da negociação, por parte dos estudantes, possa impedir a contratação dos professores, comprometendo a pauta que deflagrou o movimento e o andamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão da Universidade para os próximos semestres. Salientamos o protagonismo da UEFS nas negociações com o Governo do Estado sendo esta a universidade estadual baiana com o maior número de pleitos atendidos pela administração direta, totalizando quase R$13 milhões do orçamento total de aproximadamente R$ 33 milhões”, diz trecho da nota enviada pela UEFS à imprensa.
Por outro lado, o Comando de Greve dos Estudantes da UEFS divulgou nota negando a invasão. “Ocupar não é invadir. A ocupação foi pacífica, o patrimônio público encontra-se intacto e nenhum trabalhador teve sua integridade afetada”, diz a nota, que contesta ainda a postura de criminalização e marginalização do movimento grevista por parte da reitoria.
Também foi criado um movimento “Pelo Fim da Greve da UEFS”. Contando com cerca de 800 estudantes, o movimento se diz contrário a greve. “A greve e fechamento do pórtico tem prejudicado toda comunidade acadêmica, impactando diretamente no futuro de muita gente. Temos mais de 800 pessoas no nosso grupo oficial, reunindo diversos estudantes, de diversos grupos”.
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