
Por trás dos números, existem histórias de pessoas que abrem mão de relações duradouras por diversos motivos. No caso de Pedro*, 33, que mora em Salvador, o casamento ficou insustentável. Depois de sete anos, ele e a esposa decidiram se separar, e a maior preocupação foi como cuidar das filhas, que têm 3 anos.
“Uma separação nunca é tranquila, mas tivemos uma maturidade até maior do que eu esperava, por conta das crianças. Como tínhamos consciência sobre a relação financeira um do outro, foi mais fácil decidir como dividir todos os custos”, diz. O casal decidiu se separar em novembro do ano passado.
Para além da parte prática, o lado emocional foi abalado. As filhas gêmeas ficaram com a mãe, que mora em uma cidade no interior do estado. “Eu sempre quis ser pai e, de início, a sensação que tive foi que estava abandonando minhas filhas. Mas, na verdade, a separação é uma tentativa de ser uma pessoa e pai melhor”, fala Pedro, que ficará com as filhas dois finais de semana por mês.
O crescimento percentual no total de divórcios na Bahia (23%) ficou acima do verificado no Brasil como um todo, onde o número de dissoluções aumentou 8,6% frente a 2021, chegando a 420.039. Em Salvador, o aumento foi de 43%, atingindo a marca de 4.849.
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