
Com o fim do prazo legal para filiados mudarem de sigla partidária no último dia 5 (sexta-feira), vários vereadores feirenses mudaram de legenda, tendo em vista o pleito de outubro deste ano, em que estarão concorrendo à renovação do mandato. A Câmara de Feira de Santana passou a ter uma nova configuração política em sua formação. Dos 21 vereadores que atualmente integram o Legislativo, 14 deixaram suas antigas legendas e ingressaram em outro partido.
As alterações atingiram 11 agremiações que possuíam cadeiras na Casa da Cidadania, obtidas com o resultado das eleições de 2020. Em consequência das mudanças efetivadas, sete partidos perderam representação na Casa da Cidadania: (MDB, PSB, Patriota, PSC, DC, Cidadania e Avante). Antes sem representantes na Câmara, o Partido Progressista (PP) foi a sigla que mais ganhou filiados, passando a ter uma bancada formada por sete vereadores, agora a maior em quantidade de parlamentares no Legislativo. São eles: a presidente Eremita Mota, Paulão do Caldeirão, Pastor Valdemir, Emerson Minho, Pedro Cícero, Luiz da Feira e Ron do Povo.
Em segundo lugar, o União Brasil (UB) recebeu três novos parlamentares, os veteranos José Carneiro e Edvaldo Lima (antes no MDB), e o vereador de primeiro mandato Galeguinho SPA (desfiliado do PSB). Já o PSDB, passou a contar com Jurandy Carvalho (ex-PL) e Pedro Américo (oriundo do UB).
Também mudaram de partido os vereadores Correia Zezito (trocou o Patriota pelo PL) e Lu de Ronny, que deixou o MDB e passou a integrar o quadro do Partido Verde (PV).
Além deste movimento, ocorreu uma outra mudança na lista de titulares atuantes na Casa da Cidadania. Dois vereadores que estavam licenciados do cargo em razão de assumirem secretarias municipais, Gerusa Sampaio (UB) e Eli Ribeiro (Republicanos), reassumiram os mandatos nesta segunda-feira (8).
Gerusa estava à frente da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher e Eli comandava a pasta de Serviços Públicos. As vagas estavam sendo ocupadas pelos respectivos suplentes: Lulinha (UB) e Petrônio Lima (Republicanos), que eram suplentes, entregaram o mandato.
O responsável pela Gerência Legislativa da Câmara de Feira, Eduardo Pimentel, explicou que é natural na conjuntura política a busca por nova acomodação em siglas partidárias. No entanto, observa ele, isso influencia bastante toda a dinâmica do processo na Casa.
O tempo mais utilizado para a fala dos vereadores, por exemplo, é justamente o das lideranças partidárias. Logo, com alteração da composição do plenário no que diz respeito ao aspecto partidário, tende a ficar menos concorrido. Da mesma forma, as informações alteradas quanto às filiações de cada um dos vereadores devem constar corretamente no site, atas e outros meios, disse.
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