
Mais um processo contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi arquivado pela Justiça. Com a nova decisão, somam-se quatro processos suspensos contra a ex-presidente, um em aberto e uma condenação que ainda deve passar por instâncias superiores. Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, o Ministério Público (MP) não conseguiu reunir provas suficientes de que Cristina estaria envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro na ação conhecida como "a rota do dinheiro K".
A acusação foi retirada no dia 24 de maio, e referendado nesta segunda-feira (5) pelo juiz federal Sebastián Casanello. A investigação começou há mais de uma década e tem como figura central o empresário Lázaro Báez, condenado a dez anos de prisão em 2021, na mesma ação, sob a acusação de lavagem de US$ 55 milhões (cerca de R$ 271 mi na cotação atual). O que o promotor Guillermo Marijuan apurava era a ligação dele e de seu entorno com Cristina.
"Sem acusação não há processo criminal possível", foi o que alegou o magistrado na decisão, à qual a Folha de SP teve acesso. "[Um juiz] não pode ir além da pretensão requerida pelo Ministério Público ou substituir a missão punitiva do Estado", escreveu ele no documento. "Mesmo com a clareza do vínculo entre Báez e Cristina, após mais de dez anos desde o início deste processo e quase cinco anos desde a imputação dela nesta ação, não consegui reunir provas que me levem a sair do estado de suspeição e avançar para outra etapa processual como o julgamento", concluiu o promotor.
O principal elemento contra a então presidente era uma suposta reunião entre os dois no final de 2010 na Quinta de Olivos, a residência presidencial argentina, no subúrbio de Buenos Aires. Em sua confissão, um outro empresário, Leonardo Fariña, disse que eles teriam falado sobre o esquema naquele dia.
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