
A Prefeitura de Feira de Santana obteve decisão favorável na Justiça determinando que a APLB Sindicato – Delegacia Sindical Sertaneja mantenha, no mínimo, 70% dos professores da rede municipal em atividade durante as paralisações. A medida liminar foi proferida nesta quarta-feira (23) pelo juiz Nunisvaldo dos Santos, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Feira de Santana.
A decisão estabelece multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento por parte da entidade sindical. O magistrado considerou que as sucessivas paralisações ocorridas entre março e abril de 2025 caracterizam uma “greve camuflada e abusiva”, violando o direito constitucional à educação de mais de 57 mil alunos da rede pública municipal.
A ação foi movida pela Procuradoria Geral do Município, representada pelo procurador-geral Guga Leal, por meio de ação de obrigação de fazer com pedido de tutela de urgência.
Fundamentos da decisão
Na decisão, o juiz destacou que o movimento da APLB não observou os requisitos legais previstos na Lei nº 7.783/1989, como o esgotamento das negociações, a deliberação em assembleia, a comunicação prévia ao poder público e a garantia da continuidade de serviços essenciais.
Foram relatadas nove paralisações: nos dias 18 e 31 de março; 2, 14, 15, 16, 22 e 23 de abril, além de outra prevista para o dia 24. A reincidência e a ausência de justificativas legais foram determinantes para o entendimento de que o movimento sindical tem causado prejuízos significativos à educação municipal.
O magistrado também ressaltou a importância da preservação do interesse público e do direito à educação, especialmente após o período de fragilidade no ensino provocado pela pandemia.
Impacto na rede de ensino
Atualmente, a rede municipal de Feira de Santana conta com 3.210 professores distribuídos em 217 escolas, atendendo cerca de 57.400 estudantes. O Poder Judiciário identificou que as paralisações têm comprometido gravemente a continuidade das atividades educacionais, configurando abuso de direito e violação funcional por parte dos servidores que aderiram ao movimento.
A decisão judicial também mencionou denúncias de pressão indevida sobre professores que optaram por não aderir às paralisações. Segundo o juiz, essa conduta pode configurar violação à liberdade funcional e aos princípios da administração pública.
A Prefeitura reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais da educação e, sobretudo, com o direito dos estudantes a uma educação de qualidade e contínua.
FLIFS 2026 FLIFS 2026 promete a maior edição de sua história no Centro de Convenções de Feira de Santana
Pintores formados Pintores formados em Feira de Santana encerram curso com ação solidária na AAPC
Ponto facultativo Prefeitura de Feira institui ponto facultativo no próximo dia 20
Fiscalização Procon fiscaliza lojas de cosméticos em Feira de Santana
Pró-Cultura/Esportes Inscrição para o Pró-Cultura/Esportes segue até dia 27
Biblioteca Biblioteca Municipal Arnold Silva registra movimento satisfatório
Exposição no MAC Exposição no MAC reúne artistas autistas e amplia debate sobre inclusão em Feira
Motorista é autuado Motorista é autuado por homicídio culposo após acidente em Feira de Santana, diz Polícia Civil
Bienal 2026 Coletivo de mulheres negras do interior da Bahia lança livro na Bienal 2026