
O Ministério Público da Bahia (MPBA) investiga a empresa G3 Polaris por suspeitas de fraudes em licitações e possível desvio de recursos públicos em contratos firmados com prefeituras baianas. De acordo com as apurações, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 38,3 milhões. Além da G3 Polaris outras empresas também são alvo da investigação conduzida pelo órgão.
Em Salvador, a empresa recebeu R$ 124,8 milhões em contratos entre 2015 e 2026, período na gestão do ex-prefeito e atual pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e do prefeito Bruno Reis (União Brasil). A investigação também inclui contratos em Jequié, onde a G3 Polaris teria recebido cerca de R$ 11 milhões durante a administração do ex-prefeito e atual pré-candidato a vice-governador, Zé Cocá (PP).
MPBA apura contratos que somam R$ 321 milhões
O MPBA ainda apura pagamentos de R$ 12.185.466,95 realizados à empresa pela Prefeitura de Vitória da Conquista entre 2019 e 2026, abrangendo as gestões do ex-prefeito Herzem Gusmão (MDB) e da prefeita Sheila Lemos (União Brasil). Somadas, a G3 Polaris e outras quatro empresas investigadas receberam mais de R$ 321 milhões em contratos públicos no período analisado.
Como desdobramento da operação do MPBA, a Justiça determinou o afastamento do secretário municipal Luciano Sandes. Outro alvo da investigação é o vereador licenciado George Carlos Reis Pereira (PP), conhecido como Gordinho da Favela, que passou a integrar o grupo de investigados. O Ministério Público segue apurando a participação dos envolvidos e a regularidade dos contratos firmados com os municípios.
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