
O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) entregou, nesta quarta-feira (12), ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) uma relação com gestores públicos que tiveram contas rejeitadas ao longo dos últimos oito anos. O documento reúne informações que poderão auxiliar a Justiça Eleitoral na avaliação dos registros de candidatura nas eleições.
A lista encaminhada pelo presidente do TCE-BA, Gildásio Penedo Filho, ao presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, possui 743 registros relacionados a 602 gestores. A diferença entre os números ocorre porque um mesmo gestor pode aparecer mais de uma vez quando possui mais de uma prestação de contas rejeitada.
O levantamento ainda pode receber novos registros até sábado (15), data estabelecida como prazo final para o envio das informações. Durante a entrega, representantes dos dois tribunais acompanharam o ato, incluindo integrantes das áreas de Processos, Presidência e Eleições das instituições.
Segundo Kertzman, os dados terão papel relevante na análise das candidaturas e poderão ser utilizados pelo Ministério Público Eleitoral e pelos partidos políticos em eventuais pedidos de impugnação.
“Esse documento é essencial para a análise dos registros de candidatura. As informações servirão ao Ministério Público Eleitoral e aos partidos políticos na verificação de eventuais impugnações e também serão consideradas pelo Tribunal no julgamento dos registros. Essa parceria com o Tribunal de Contas do Estado é muito importante para o processo eleitoral”, afirmou.
O presidente do TCE-BA também ressaltou a importância do levantamento para o processo eleitoral. “O Tribunal oferece à Justiça Eleitoral um insumo importante, com a relação dos gestores que tiveram contas desaprovadas. Caberá à Justiça Eleitoral avaliar cada caso e decidir sobre eventuais impedimentos à candidatura. É um trabalho que fortalece a democracia e contribui para que aqueles que não atendam aos requisitos legais sejam impedidos de disputar o pleito”, destacou Gildásio.
A presença do nome na relação, entretanto, não determina automaticamente a inelegibilidade. Cada situação será analisada pela Justiça Eleitoral, que verificará se as irregularidades atendem aos critérios previstos na legislação, incluindo as hipóteses estabelecidas pela Lei da Ficha Limpa. Veja a lista completa aqui.
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