Segunda, 17 de Agosto de 2026
Feira de Santana Novo hospital

Novo hospital municipal de Feira de Santana começa a sair do papel com 110 leitos e estrutura de média e alta complexidade

Obras já começaram com serviços de demolição e preparação do terreno; equipamento terá UTI, leitos de saúde mental, centro cirúrgico e estrutura de diagnóstico por imagem

17/08/2026 às 09h43
Por: Redação Feira Em Pauta
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Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

A construção do novo hospital municipal de Feira de Santana entrou em uma nova etapa nesta segunda-feira (17), com o início dos serviços preparatórios no local onde será instalado o equipamento. Enquanto os projetos técnicos passam pelas etapas de aprovação dos órgãos reguladores, a Prefeitura já iniciou intervenções que podem ser executadas paralelamente, como demolições e preparação da área.

Durante entrevista na manhã desta segunda-feira, o secretário municipal de Saúde destacou que a estratégia permite antecipar etapas da obra sem abrir mão das exigências técnicas e regulatórias. Segundo ele, a intenção é garantir agilidade, mas mantendo os critérios de segurança e responsabilidade necessários para a execução do projeto.

“Gestão tem pressa, agora pressa com segurança, pressa com responsabilidade”, afirmou o secretário.

A expectativa apresentada pela gestão é de que o novo equipamento esteja em funcionamento daqui a aproximadamente dois anos. O hospital terá 110 leitos, incluindo 10 leitos de terapia intensiva (UTI) e 20 destinados à saúde mental.

A inclusão dos leitos de saúde mental é apontada pelo secretário como uma das características do novo equipamento. Segundo ele, a proposta é integrar esses pacientes à estrutura de um hospital de perfil geral, em sintonia com a política de atenção psicossocial e com os princípios da reforma psiquiátrica e da política antimanicomial.

Retaguarda clínica e cirurgias

O hospital também contará com mais de 40 leitos de retaguarda clínica, destinados a pacientes que necessitam de internação depois de serem atendidos em unidades da rede municipal ou regional.

A estrutura deverá ainda ampliar a capacidade de realização de procedimentos cirúrgicos. Entre os exemplos citados estão cirurgias gerais, como hérnia e vesícula, além de procedimentos ortopédicos envolvendo regiões como ombro, joelho e pé.

A proposta, segundo o secretário, é que o hospital funcione integrado à rede de saúde já existente no município, recebendo pacientes de diferentes pontos de atendimento e contribuindo para desafogar unidades que hoje concentram parte da demanda.

Centro de diagnóstico também atenderá pacientes regulados

Outro eixo do projeto é a estrutura de diagnóstico por imagem. O novo equipamento contará com serviços como ressonância magnética, tomografia, ecocardiograma e ultrassonografia.

A expectativa é que esses serviços não sejam destinados exclusivamente aos pacientes internados no hospital. De acordo com o secretário, parte da estrutura também poderá atender pessoas encaminhadas pela regulação municipal.

Com isso, o novo hospital é apresentado pela gestão como um equipamento que vai além da oferta de leitos, incorporando serviços de diagnóstico, atendimento clínico e cirúrgico em uma mesma estrutura.

“A gente mexe com uma coisa muito importante: esperança”

Ao falar sobre o impacto da obra, o secretário ressaltou que a dimensão do projeto não deve ser medida apenas pela estrutura física que será construída, mas pelo efeito que a ampliação da rede pode produzir na vida dos pacientes e de seus familiares.

Ele citou especialmente a situação de pessoas que aguardam por um leito de UTI e a tensão enfrentada pelas famílias durante esse período.

Para o secretário, ampliar a capacidade de atendimento representa também oferecer uma perspectiva de resposta para situações de alta complexidade.

“Não é a parede, não é a rede de gases, é o impacto na vida das pessoas”, afirmou.

O secretário também relacionou a construção do hospital à necessidade de fortalecer a confiança da população no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, a implantação de soluções concretas na rede pública representa uma forma de renovar a esperança dos usuários.

Com o início das intervenções no terreno e a continuidade das aprovações técnicas, o projeto passa agora a avançar em diferentes frentes. A previsão apresentada pela gestão municipal é que, concluídas as etapas de construção e implantação, o novo hospital amplie a capacidade de Feira de Santana para atender pacientes que necessitam de serviços de média e alta complexidade.

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