
A Polícia Federal, em parceria com a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social, deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Representante Ilegal, em Salvador. A ação busca desarticular uma organização criminosa suspeita de inserir dados falsos nos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para obter benefícios de forma irregular.
Na capital baiana, os agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As medidas foram determinadas pela Justiça no âmbito das investigações.
Até o momento, a PF identificou 97 benefícios que teriam sido fraudados pelo grupo. Segundo as investigações, os pagamentos realizados de forma indevida alcançam aproximadamente R$ 3,5 milhões.
A apuração começou após a identificação de movimentações consideradas suspeitas nos sistemas do INSS em uma das agências da Previdência Social em Salvador. De acordo com a investigação, a inserção de informações falsas permitia a obtenção de vantagens indevidas por meio dos benefícios previdenciários.
A operação ainda está em andamento e os investigadores buscam identificar outros integrantes da organização criminosa. A PF também pretende dimensionar o total de prejuízos provocados pelas fraudes.
As investigações prosseguirão para esclarecer a participação de cada suspeito e verificar se outros benefícios foram obtidos de maneira irregular pelo grupo.
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