
No aniversário de 193 anos de Feira de Santana, histórias de quem ajudou a registrar o cotidiano da cidade também fazem parte da memória do município. O fotógrafo Carlos Alberto acompanha há décadas as transformações de Feira e mantém um acervo de fotografias que reúne registros de pessoas e momentos que marcaram diferentes épocas.
A relação com a fotografia começou de forma simples, quando Carlos Alberto passou a registrar imagens do próprio filho. Pouco depois, foi chamado para fotografar pessoas em um bar. O que começou como uma oportunidade informal se transformou em profissão. Com o aumento da procura, ele investiu em equipamentos profissionais e passou a trabalhar em diferentes eventos e locais da cidade.

Um dos espaços que marcou sua trajetória foi a Praça do Lambi Lambi, onde a fotografia de rua fazia parte da rotina de Feira de Santana. Na época, era comum procurar um fotógrafo para registrar momentos em família ou simplesmente levar para casa uma lembrança daquele dia.
Com o passar dos anos, porém, a profissão mudou. A chegada das câmeras digitais e, principalmente, dos celulares reduziu a procura pelos fotógrafos de rua. Carlos Alberto reconhece que os aparelhos atuais produzem imagens de alta qualidade, mas também observa que a fotografia deixou de ter a mesma relação com o trabalho profissional de décadas atrás.
Mesmo com as mudanças, ele continua guardando equipamentos e fotografias antigas. Parte desse material permanece armazenada e pode conter registros de pessoas que, atualmente, sequer sabem que suas imagens ainda existem.
Para Carlos Alberto, esse acervo poderia ganhar um novo significado se fosse reunido em uma exposição de fotografias antigas de Feira de Santana. A proposta permitiria não apenas mostrar como a cidade mudou, mas também possibilitar que moradores reconhecessem familiares e momentos registrados há muitos anos.
A trajetória do fotógrafo se mistura, assim, à própria transformação de Feira de Santana. Das câmeras profissionais utilizadas nas ruas aos celulares que hoje estão nas mãos de praticamente todos, Carlos Alberto acompanhou mudanças na forma de fotografar e também na maneira como os feirenses preservam suas lembranças.
No aniversário da cidade, seu acervo representa mais do que fotografias antigas: são registros de pessoas, lugares e momentos que ajudam a reconstruir parte da história cotidiana de Feira de Santana.
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