
A cesta básica de Feira de Santana registrou valor de R$523,22 em agosto, sendo assim uma queda de 3,47% em relação ao mês anterior. Dos doze produtos que compõem a cesta, seis tiveram redução nos seus preços médios. A maior queda deste mês foi no preço do feijão (-9,89%), seguido da carne, do tomate e do óleo de soja.
A manteiga e o café também tiveram seus preços reduzidos. Os demais produtos que compõem a cesta (açúcar, arroz, banana, farinha de mandioca, leite e pão) apresentaram elevação dos preços. Destaque para a banana e o açúcar, que tiveram aumento de 3,75%, e 2,91%, respectivamente.
No último trimestre (jun/jul/ago), a cesta básica acumulou decréscimo de 1,62%. Apesar do recuo no último trimestre, o preço da cesta registrou alta de 1,17% no acumulado deste ano e de 4,18% nos últimos 12 meses. Embora as variações sejam positivas, esses incrementos são menores do que aqueles observados no mês de julho nas mesmas bases de comparação (4,80% e 4,34%, respectivamente), reflexo do declínio dos preços nos últimos meses.
No acumulado do ano (jan/23 a ago/23), os números foram os seguintes:
As maiores reduções de preço:
Óleo de soja (-28,26%); Carne (-16,74%)
As maiores altas:
Tomate (30,12%); Arroz (12,12%).
Já no período de 12 meses, os aumentos mais expressivos foram registrados no tomate (88,58%) e na farinha de mandioca (26,01%), enquanto as maiores quedas foram notadas no óleo de soja (-30,18%) e no leite (-23,36).
Em agosto, o dispêndio com o almoço, tradicionalmente constituído de arroz, feijão, carne e farinha, correspondeu em agosto a 35,31% do valor total destinado à alimentação básica, percentual inferior ao observado em julho (36,88%).
Café da manhã
Por sua vez, o café da manhã, composto por pão, manteiga, café, leite e açúcar, representou 36,09% do custo da cesta, participação superior à verificada no mês anterior (34,56%) e 0,78 p.p (pontos percentuais) maior do que a despesa com o almoço. Esse resultado – maior peso dos gastos com o café da manhã do que com o almoço no dispêndio do feirense – difere do que é usualmente registrado e pode ser explicado pela expressiva redução do preço da carne e do feijão no mês de agosto.
Custo x Salário mínimo
De acordo com a equipe do programa ”Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos” da Uefs, o gasto com a aquisição dos 12 produtos da cesta básica em Feira de Santana no mês de agosto representou um comprometimento de 42,85% do salário mínimo líquido vigente (descontada a contribuição previdenciária de 7,50%). Esse percentual é inferior ao calculado no mês anterior (44,39%), condizente com a queda observada no valor da cesta no mês. Por esse mesmo motivo, houve uma redução do tempo de trabalho necessário para o trabalhador que recebe o salário mínimo adquirir a cesta básica, que passou a ser de 94 horas e 16 minutos, o que representa 3 horas e 23 minutos a menos do que o calculado em julho deste ano.
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