
Os portões da Disneylândia testemunharam o protesto de centenas de trabalhadores do famoso parque temático da Califórnia, que exigem melhores salários e denunciaram práticas intimidatórias da empresa um dia antes da força de trabalho votar sobre a possibilidade de fazer uma greve. Vestidos com fantasias de personagens clássicos como o Mickey Mouse e o Pato Donald, os manifestantes, convocados pelos sindicatos que representam os 14.000 funcionários do parque, seguravam cartazes como "Mickey ia querer um salário justo" ou "Disney, não seja o vilão".
"Nós merecemos salários justos", disse Ginny Cristales, uma funcionária de 44 anos. E completou: "Uma greve é nosso último recurso, o que não queremos. Mas se a Disney não cumprir e não nos der o que precisamos, estaremos prontos". Segundo ela, com o salário de US$ 2.800 por mês (pouco mais de R$ 15 mil), não consegue nem pagar o aluguel da família.
A Disney está em negociações com os quatro sindicatos que representam os 14 mil funcionários de seu parque na Califórnia desde abril. Mas essas conversas não tiveram êxito e os sindicatos acusam a empresa de intimidar os funcionários. Nesta sexta (19), os funcionários devem se reunir para decidir se autorizam ou não uma greve. Em caso afirmativo, os sindicatos decidirão a duração e as condições da greve.
De acordo com o LA Times, a última greve entre os funcionários dos parques da Disneylândia na Califórnia ocorreu em 1984.
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