
As facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), que possuem forte presença em território baiano, devem ser classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
A medida, revelada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, altera profundamente o tratamento jurídico dado a esses grupos pela legislação norte-americana, abrindo precedentes para intervenções que incluem o uso de força militar e operações unilaterais em solo estrangeiro.
O governo brasileiro manifestou oposição à iniciativa, sustentando que essas organizações não possuem motivações ideológicas ou políticas, características fundamentais que definem o terrorismo clássico.
Apesar da resistência diplomática, a administração de Donald Trump sinaliza a continuidade de uma postura externa mais agressiva, semelhante à adotada em novembro do ano passado contra o Cartel de los Soles, da Venezuela. Na ocasião, a classificação resultou em uma intervenção que levou à prisão de Nicolás Maduro, que permanece sob custódia nos Estados Unidos.
Na Bahia, o avanço dessas organizações ocorreu em períodos distintos. O PCC consolidou sua influência a partir dos anos 2000, utilizando o sistema prisional como centro de comando logístico.
Já o Comando Vermelho intensificou sua expansão no estado a partir de 2020, diversificando as atividades criminosas para além do tráfico de armas e entorpecentes. A nova classificação pretendida por Washington visa sufocar o financiamento internacional desses grupos e permitir ações de inteligência e combate direto em escala global.
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