
A comunidade escolar do Colégio Estadual Georgino Soares Nascimento, em Feira de Santana, realizou mais uma mobilização para protestar contra o possível fechamento da unidade e cobrar melhores condições estruturais. O movimento reúne alunos, professores e moradores da região, que também defendem a construção de um novo prédio para a escola.
Em entrevista, o professor Claudiano da Hora de Jesus explicou que a mobilização é continuidade de um movimento iniciado no começo do ano, quando houve tentativa de reduzir atividades da unidade. Segundo ele, a reação da comunidade e a atuação do Ministério Público garantiram a permanência da escola e a retomada de turmas do ensino fundamental. “A escola se manteve, mas os problemas estruturais continuam e são graves”, afirmou.
De acordo com o docente, o prédio atual, com cerca de 50 anos, nunca passou por uma reforma completa e apresenta diversas limitações. Entre os principais problemas estão falhas na rede elétrica, falta de espaços adequados, goteiras em salas de aula e até restrições no uso de áreas como a quadra esportiva. “Hoje, a estrutura prejudica diretamente o processo de ensino. Em alguns casos, aulas chegam a ser interrompidas por causa da chuva ou do calor”, relatou.
Outro ponto crítico destacado é a falta de estrutura básica para alunos e funcionários, como refeitório e quantidade suficiente de sanitários. “Temos cerca de 80 profissionais e apenas um banheiro disponível. Isso impacta até na rotina de trabalho”, disse.
A comunidade defende a construção de uma nova unidade no modelo de tempo integral, considerada essencial para atender a demanda da região, que é populosa e possui alto índice de vulnerabilidade social. “Há fila de espera por vagas. A escola não pode ser fechada, pelo contrário, precisa ser ampliada e fortalecida”, destacou o professor.
Como parte do movimento, será realizado um café da manhã com aula pública e coleta de assinaturas para um abaixo-assinado. O documento será encaminhado ao Governo do Estado, solicitando a construção de um novo prédio. Além disso, representantes da comunidade devem acionar novamente o Ministério Público para pedir vistoria na unidade.
A mobilização busca chamar atenção das autoridades para a urgência do problema e garantir não apenas a permanência da escola, mas também melhores condições de ensino para estudantes da região.
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