
Após determinação, nesta terça-feira (20), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a juíza que tentou impedir aborto de criança de 11 anos será investigada em Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Joana Ribeiro Zimmer era titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Tijucas (SC) quando o caso aconteceu
Na decisão, o corregedor do caso, ministro Luiz Felipe Salomão disse que a magistrada tentava impor sua visão de mundo no caso de estupro. “A conduta da magistrada expôs a criança a relatar o caso inúmeras vezes – ainda que tenha sido ouvida em depoimento especial —, trazendo sobre ela a culpa pela possibilidade do aborto", disse o CNJ por meio de nota.
O caso ganhou repercussão após o The Intercept vazar a audiência que a juíza e promotora do Ministério Público de Santa Catarina, Mirela Dutra Alberton, tentaram persuadir a criança a não abortar. "Tu sabia como engravidava?", "Como foi a gravidez para você?", "Você sabe o que é interrupção de gravidez?", "Tu suportaria ficar mais um pouquinho (com a gestação)?", foram indagações feitas na sessão.
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