
O deputado estadual conhecido como Binho Galinha (PRD) foi alvo, na manhã desta quarta-feira (1º), da Operação Estado Anômico. A ação, coordenada pela Polícia Federal e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão contra parlamentares e outras nove pessoas.
No momento, Binho é considerado foragido pelas autoridades, que emitiram um mandado de prisão preventiva contra ele. A operação já prendeu, até o momento, oito pessoas, dentre os quais estão a esposa do político, Mayana Cerqueira da Silva, e o filho do casal, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano. Os dois já haviam sido presos em 2023, mas foram soltos em 2024.
A operação ocorre de forma conjunta entre Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), através da Força Correcional Integrada (Force) e da Corregedoria da Polícia Militar.
As autoridades estão cumprido mandados em três cidades, dentre as quais estão Salvador, Feira de Santana, onde os familiares do parlamentar foram presos, e São Gonçalo dos Campos. A operação ainda bloqueou R$9 milhões das contas bancárias dos investigados e a suspensão das atividades de uma empresa acusada de ser usada para lavar dinheiro. Além de Galinha, outro suspeito, que não teve a identidade revelada, também segue foragido.
A ação é um desdobramento da Operação El Patrón, deflagrada contra o político em 2023, que investiga uma organização criminosa, liderada pelo político. Entre os crimes aos quais são acusados estão: lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico.
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