
A Justiça Eleitoral determinou o envio de cópias de quatro processos criminais envolvendo o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), para auxiliar na análise do registro de sua candidatura.
A decisão é do desembargador Moacyr Pitta Lima Filho, relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. O pedido foi feito pela Procuradoria Regional Eleitoral, que contestou o registro da candidatura do deputado.
Com a decisão, a Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente de Feira de Santana terá três dias para enviar à Justiça Eleitoral cópias completas dos quatro processos em que Binho Galinha é réu ou parte envolvida.
Os documentos serão analisados dentro do processo que vai decidir se a candidatura do deputado poderá ser mantida.
No mesmo despacho, o relator rejeitou outro pedido apresentado no processo. A solicitação era para que a Justiça buscasse, de forma mais ampla, documentos e informações sobre possíveis condenações, recursos, decisões definitivas e eventuais anulações ou prescrições.
Segundo o desembargador, o pedido não indicava de forma específica quais processos ou documentos deveriam ser procurados e, por isso, não poderia ser atendido.
Binho Galinha foi condenado a 36 anos
Em julho deste ano, Binho Galinha foi condenado a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.
A decisão foi proferida pela Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente de Feira de Santana. Outras quatro pessoas também foram condenadas no processo, que é um dos desdobramentos da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023 para investigar uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e cidades da região.
Segundo a sentença, o deputado mantinha armas e munições em diferentes imóveis urbanos e rurais em desacordo com as regras previstas na legislação. Durante as investigações, foram apreendidos armamentos de uso permitido e restrito, munições e armas com numeração adulterada ou suprimida.
A Justiça também concluiu que Binho Galinha permitiu ou facilitou o acesso de um adolescente a arma de fogo.
A esposa do deputado, Mayana Cerqueira da Silva, foi condenada a três anos e seis meses de prisão, em regime inicial aberto, por manter e portar irregularmente uma pistola de uso restrito.
Thierre Figueredo Silva recebeu pena de sete anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto. Já os policiais militares Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como “Macaco”, e Roque de Jesus Carvalho foram condenados a seis anos e nove meses e quatro anos e quatro meses de prisão, respectivamente. Os dois podem recorrer em liberdade.
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