Quarta, 25 de Fevereiro de 2026
Feira de Santana Operação Sinete:

Operação Sinete: TJ-BA mantém Oyama Figueiredo preso e amplia medidas contra investigados

A Operação Sinete foi deflagrada em 26 de novembro, quando foram cumpridos 47 mandados de busca e apreensão, além das oito prisões inicialmente decretadas

05/12/2025 às 11h22
Por: Redação Feira Em Pauta
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Foto: DIvulgação
Foto: DIvulgação

O Tribunal de Justiça da Bahia decidiu, nesta quinta-feira (4), manter preso Oyama Figueiredo ao converter em preventivas as prisões temporárias dos oito alvos centrais da Operação Sinete, que investiga um esquema de grilagem de terras, lavagem de dinheiro e corrupção em Feira de Santana e cidades do entorno. A medida atende integralmente ao pedido do Ministério Público estadual.

A Operação Sinete foi deflagrada em 26 de novembro, quando foram cumpridos 47 mandados de busca e apreensão, além das oito prisões inicialmente decretadas. Com a conversão para preventiva, Oyama e os outros sete investigados seguirão no Conjunto Penal de Feira de Santana por tempo indeterminado.

A decisão do TJ-BA não se limitou às prisões. Três investigados, entre eles duas delegatárias de cartórios extrajudiciais e um advogado, passarão a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. Outros dez alvos estão submetidos a medidas cautelares como apresentação periódica ao Fórum Desembargador Filinto Bastos, proibição de deixar a cidade por quinze dias, restrição de acesso a cartórios e impedimento de contato com testemunhas e demais investigados.

Também foram impostas sanções profissionais. Um corretor de imóveis está proibido de exercer a atividade e um advogado perdeu temporariamente a possibilidade de atuar em processos e praticar atos privativos da advocacia. Ao todo, seis investigados foram afastados de funções públicas, incluindo dois policiais militares, um investigador da Polícia Civil e servidores de cartórios.

Segundo informações repassadas pela Secretaria de Segurança Pública e pelo Ministério Público, o inquérito conduzido pelo Draco identificou a existência de um grupo estruturado que atuava na usurpação de propriedades, manipulação de registros imobiliários, intimidação de vítimas e movimentações financeiras destinadas a ocultar bens e valores.

Ficarão presos preventivamente: Arnaldo Novais de Melo, Geraldo Bispo Ferreira, Oyama Figueiredo, Luanda Cajado de Figueiredo Carvalho, Lívia Cajado de Figueiredo Cosmo, Pedro Henrique dos Reis Figueiredo, José Marlos Viana da Silva e Vanderlino Oliveira Evangelista.

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