
O Brasil registrou uma queda de 1 milhão de matrículas na educação básica entre 2024 e 2025, segundo o Censo Escolar divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação, com dados do Inep. O total caiu de 47.088.922 para 46.018.380 alunos, redução de 2,3%. Essa é a maior variação negativa desde 2007, quando houve mudança metodológica no levantamento. A queda mais intensa ocorreu no ensino médio, que recuou 5,4% e 6,3% na rede pública.
O ensino médio passou de aproximadamente, 7,79 milhões para 7.37 milhões de matrículas. As redes estaduais, responsáveis por 80% dos alunos dessa etapa, perderam 428 mil estudantes, enquanto a rede privada teve alta de 0,6%.
Também houve redução na educação infantil pela primeira vez desde 2021: o total caiu de 9,5 milhões para 9,3 milhões. Na pré-escola pública, a queda foi de 3,2%. Já a creche pública registrou leve aumento, de 2,80 milhões para 2,83 milhões, enquanto a rede privada recuou.
No ensino fundamental, a redução foi de 0,75%, passando de 26 milhões para 25,8 milhões de alunos, mantendo ritmo semelhante ao de anos anteriores, influenciado pela transição demográfica. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) caiu 5,8%, totalizando 2,4 milhões de matrículas. A educação indígena também recuou, de 294 mil para 288 mil estudantes. O Censo não apresentou dados detalhados sobre abandono, reprovação ou aprovação que expliquem a queda.
Em contrapartida, houve crescimento em áreas específicas. As matrículas em educação profissional no ensino médio aumentaram 24%, chegando a 3,19 milhões de alunos. A educação especial avançou 18,4%, passando de 2 milhões para 2,4 milhões. O país também registrou aumento no número de professores da educação básica, de 2,36 milhões para 2,40 milhões.
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