
Com o tema “Diferente no jeito de ser, mas com o mesmo direito de aprender”, a Secretária Municipal de Educação (Seduc) promove nesta terça e quarta-feira, 07 e 08 de abril, o Seminário sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa reúne profissionais da educação, cuidadores e especialistas com o objetivo de discutir práticas inclusivas e reforçar o compromisso com a aprendizagem de todos os estudantes.
A programação acontece sempre às 9h, no Auditório I, e é dividida em dois momentos. Na manhã desta terça, 07, o público-alvo foi de gestores, professores da sala comum e professores da sala de recursos. Já no dia 08 de abril, o encontro é dedicado aos cuidadores, ampliando o diálogo com aqueles que atuam diretamente no acompanhamento diário dos estudantes.
A abertura do evento nesta terça-feira contou com a acolhida de Kelly Rossinholli, coordenadora do Departamento de Inclusão e Diversidade da Seduc, seguida da participação das representantes da equipe de Educação Especial, Adriana Castelo e Michelle Mascarenhas. Na sequência, uma saudação da diretora do Departamento de Ensino, Adriana Bullos, seguida da Assessora de Comunicação da Seduc, Cristhiane Castro, que falou sobre os avanços na inclusão, representando o secretário Pablo Roberto.
Segundo Kelly Rossinholli, o seminário surge da necessidade de ampliar o conhecimento da rede diante do crescimento no número de estudantes com TEA. “Hoje temos 1.180 alunos com autismo na rede municipal, o que reforça a necessidade de formação contínua e de estratégias cada vez mais eficazes”, destacou.
O seminário tem como destaque a participação da equipe da Clínica Ideal, formada por especialistas que compartilham conhecimentos e orientações práticas para o desenvolvimento e a inclusão no ambiente escolar, entre eles o neuropediatra Dr. Jair Soares, especialista em Autismo e TDAH; a psicopedagoga Fátima Mascarenhas, especialista em Autismo e Deficiência Intelectual; a psicopedagoga Thacia Teixeira, especialista em Autismo; e a psicóloga Camyla Cerqueira..
Durante sua participação, o neuropediatra Dr. Jair Soares chamou a atenção para a importância do diagnóstico precoce e da intervenção adequada. “O autismo não é identificado por exames, mas pelo comportamento, e o tempo é essencial para o desenvolvimento da criança. Quanto mais cedo iniciar o acompanhamento, maiores são as possibilidades de avanço”, afirmou.
Durante o evento, a professora Dayane Azevedo, da Escola Padre Giovanni Ciresola, ressaltou a importância de um olhar sensível para os estudantes neurodivergentes. “A adolescência já é desafiadora, e para o estudante autista é ainda mais. Por isso, esse olhar da escola é fundamental”, afirmou.
Como continuidade das ações, no próximo dia 30 de abril será realizada uma mesa redonda voltada aos professores das salas de recursos. O encontro promoverá a troca de experiências entre escola e família, fortalecendo as práticas inclusivas na rede municipal.
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