
A Polícia Civil, em investigação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (1a COORPIN), unidade do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou nesta segunda-feira a Operação Reconecta, que resultou na identificação de uma nova modalidade de furto mediante fraude praticada contra empresas locadoras de veículos e na prisão em flagrante de um integrante da organização criminosa.
A investigação foi iniciada há cerca de 30 dias pela DRFR de Feira de Santana, após algumas ocorrências de furto e roubo de veiculos levantar suspeitas.
As apurações revelaram o método utilizado pelos criminosos: após a locação do veiculo, o rastreador era removido e imediatamente conectado a uma bateria automotiva. Os criminosas mantiam esse equipamento ligado e circulando no porta-malas de outro veículo, dando aparência de circulação normal perante a central de rastreamento das locadoras.
Enquanto o sinal do rastreador indicava falsa movimentação, o veículo verdadeiro era desmontado e/ou adulterado e preparado para posterior comercialização ilícita de peças ou revenda.
Após o veículo ser completamente desmontado ou clonado, o locatário comparecia a uma Delegacia de Polícia e registrava boletim de ocorrência relatando furto ou roubo do veículo, que não acontecera. Após esse ciclo, a bateria e o rastreador eram finalmente abandonados em lugares de difícil acesso, como área de dendo matagal.
As investigações apontam que ao menos quatro veículos foram subtraídos por meio desse mesmo modus operandi. Entre eles, um veículo locado em Porto Seguro, outro retirado no Aeroporto Internacional de Salvador e outros dois veículos alugados em Feira de Santana, evidenciando a atuação organizada do grupo criminoso.
Nesta segunda-feira (03), equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana realizaram ação no bairro Calumbi, em Feira de Santana, onde surpreenderam um dos investigados no exato momento em que iniciava a desmontagem de mais um veículo pertencente a uma empresa locadora.
Os investigados poderão responder por furto qualificado mediante fraude (art. 155, § 4º, inciso II, do Código Penal), cuja pena é de reclusão de 2 a 8 anos e multa, além do crime de Comunicação Falsa de Crime (art.340 do CP).
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa, bem como localizar outros veículos subtraídos e desarticular integralmente a estrutura utilizada pelo grupo.
A Operação Reconecta representa um importante avanço no combate às organizações criminosas especializadas em furtos e receptação de veículos, permitindo não apenas a prisão de um dos envolvidos, possibilitando o aperfeiçoamento das estratégias de prevenção e investigação.
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