
O impasse envolvendo o plano de saúde dos funcionários dos Correios será analisado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta segunda-feira (21), a partir das 13h30. A discussão ocorre em meio à greve nacional iniciada em 10 de setembro, após o fracasso das negociações entre a empresa e a categoria.
A Justiça determinou que pelo menos 80% do efetivo permaneça em atividade em cada unidade dos Correios durante a paralisação.
A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT) diz que as negociações avançaram nos demais itens do acordo coletivo e que a assistência médica representa o último obstáculo para a conclusão das tratativas. A entidade quer preservar o formato atual, em que a estatal mantém o benefício. Para a federação, uma alteração pode aumentar as despesas das famílias e atingir mais de 170 mil trabalhadores, aposentados e dependentes.
Os Correios recorreram à Justiça um dia após o início da greve e solicitaram que o movimento fosse considerado abusivo. A empresa afirma que as agências seguem funcionando e adotou medidas para reduzir os impactos da paralisação, entre elas o reforço das operações com servidores administrativos e mutirões para acelerar as entregas.
A disputa também se relaciona a uma decisão judicial de janeiro, que suspendeu quatro pontos do acordo coletivo anterior: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%. Essa questão ainda será julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a FINDECT, a greve continuará até que haja um acordo. Após a análise do TST, os sindicatos devem reunir os trabalhadores em novas assembleias para avaliar a decisão e definir os próximos passos.
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