
Um comércio ilegal de dentes funcionaria em Feira de Santana (a 108 quilômetros de Salvador), muitas vezes para interesse de estudantes de Odontologia. A denúncia é do professor e coordenador do Banco de Dentes Humanos (BDH) da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Júlio César Motta Pereira.
Segundo ele, a prática é corrente em todo o país e no município baiano tem sido evidente entre estudantes, incentivados pelos professores. "Os alunos, por pressão acabam por recorrer a colegas que têm ou trabalham em clínicas e que costumam jogar os dentes fora. Ou até aos cemitérios, onde os coveiros costumam retirar os dentes para vender aos estudantes. Mas esta é uma prática em nível nacional e não só aqui em Feira de Santana", alerta o professor.
Ainda de acordo com o docente, o crime é quase desconhecido entre as pessoas. A Lei 9.434 que regulamenta o crime pune os transgressores com pena de reclusão de 2 a 6 anos (ou 3 a 10 anos se em pessoa viva, caso obtenham ilegalmente órgãos humanos ou parte do corpo sem o devido consentimento legal por doação do seu próprio dono e/ou doação e confirmação por familiares habilitados).
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