
O líder da Federação PT, PC Do B e PV na Assembleia Legislativa, deputado Robinson Almeida, sugeriu, em pronunciamento na sessão plenária desta terça-feira (26), que a concessão da Coelba, que vence em 2027, não seja renovada por ineficácia da companhia na execução do contrato, firmado a partir de sua privatização em 1997, por R$ 1,73 bilhão, na gestão do governador Paulo Souto. No discurso, o parlamentar, que coordena a Subcomissão instalada no legislativo estadual para investigar o contrato de concessão da empresa de eletricidade, também acusou a companhia de só visar o lucro (apenas em 2022, lucrou R$ 4,7 bilhões), e prejudicar o desenvolvimento da Bahia ao não atender solicitações de remoção ou implantação de rede de energia elétrica no estado.
“A Coelba tem sido um empecilho ao desenvolvimento econômico da Bahia, é um exemplo de uma privatização que não deu certo. Ela a cada dia dá uma prova de que o seu interesse é somente o lucro, bate recordes de lucratividade e deixa o povo baiano sem prestar os serviços adequados que foi contratado. A subcomissão está trabalhando pra que a Coelba preste um serviço de qualidade e a população baiana não fique desassistida, desamparada, maltratada, como tem sido nos anos de concessão. A Coelba, dado essa realidade, não está habilitada para requerer a continuidade da prestação dos serviços”, afirmou.
Robinson Almeida ainda citou pelo menos 27 mil obras na Bahia que não estão sendo atendidas pela concessionária e deu o exemplo das obras do novo acesso do viaduto da BR–116 com a BR-324, que dá acesso aos municípios de Santanópolis e Tanquinho de Feira.
“Ontem visitamos o DNIT e lá foi colocado a dificuldade de que a Coelba está tendo em atender as demandas do setor de infraestrutura da Bahia. Aquela BR 116 norte, que liga Feira de Santana até o norte do estado, passando por Santa Bárbara, Serrinha, tem um entroncamento na altura da ligação pra Tanquinho e Santanópolis, e ali está sendo feito um complexo de viadutos e naquele lugar precisa fazer uma remoção de uma rede de energia elétrica. A Coelba foi consultada e deu um prazo de 2 anos para a remoção de uma rede de energia elétrica e a empresa executora da obra já pagou pelo serviço, já está pago, e o prazo da Coelba é 2 anos, [com isso] não é feito a [conclusão] da obra do complexo de viadutos e entroncamento, provocando acidentes, assaltos e dificuldade no trânsito na região”, ressaltou o petista, que é formado em engenharia elétrica.
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