
A partida de futebol entre os clubes C.A. Patrocinense (MG) e a Inter de Limeira (SP) pela 6ª rodada do campeonato brasileiro na Série D virou alvo da Polícia Federal (PF) por suposta manipulação de resultados.
O time visitante, Patrocinense, perdeu de 3 a 0 contra o Inter, no jogo realizado no interior de São Paulo, no Estádio Major Levy Sobrinho, em 1º de junho, e é investigado pela PF por suposta ligação com casas de apostas esportivas, ponto inicial da investigação.
A apuração começou quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um ofício à PF, via relatório da Sportradar, que reportou que a movimentação das casas de apostas indicou que os apostadores detinham conhecimento prévio de que determinada equipe viria a perder o primeiro tempo da partida por ao menos dois gols. De acordo com a empresa, 99% da tentativa da rotatividade no mercado de “totais de gols do primeiro tempo” nesta partida foi para tal resultado.
A Sportradar é uma companhia privada no ramo de criação e emprego de soluções tecnológicas para serviços de integridade e detecção de fraudes relacionadas a apostas e identificação de manipulação de resultados esportivos, com sede na Suíça, atuando desde 2005.
De fato, a partida em questão teve o resultado esperado pelas apostas. O time mineiro levou 3 gols ainda no primeiro tempo, sendo um deles gol contra.
A PF apurou que uma determinada empresa de apostas teria firmado parceria com o Patrocinense e vários jogadores por ela agenciados foram contratados.
Na manhã de quarta-feira, 26, policiais federais foram às ruas em três estados para cumprir 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça de São Paulo para apreender documentos. As medidas foram cumpridas nas cidades de Patrocínio (MG), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Tanguá (RJ) e Nova Friburgo (RJ).
São alvos da operação integrantes e ex-integrantes do Patrocinense. Segundo a PF, a investigação quer saber se houve influência de tais pessoas da empresa de apostas no resultado da partida.
Trata-se, em tese, dos crimes contra a incerteza do resultado esportivo, que encontram as condutas tipificadas na Lei Geral do Esporte, com penas de dois a seis anos de reclusão.
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