
A Justiça Eleitoral cassou, nesta sexta-feira (23), os diplomas da prefeita de Cansanção, Vilma Rosa de Oliveira Gomes (MDB), e do vice-prefeito Rodrigo Pereira de Oliveira (PT), por abuso de poder econômico nas eleições de 2024. A decisão é do juiz titular da 50ª Zona Eleitoral de Monte Santo e foi motivada por contratações irregulares durante o período vedado pela legislação.
De acordo com a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pelo Avante, a gestão municipal contratou 2.518 servidores temporários entre os meses de junho e agosto de 2024 — período proibido por lei. Dentre esses, 600 teriam sido contratados em excesso. O Ministério Público Eleitoral confirmou a irregularidade, apontando que ao menos 15 servidores foram admitidos e exonerados no intervalo ilegal.
O juiz destacou a ausência de justificativas plausíveis por parte da defesa e classificou como grave o volume de contratações em ano eleitoral. "Verifico que cerca de 10% da população do município de Cansanção prestava 'serviço temporário', sendo que, deste montante, 2.087 foram admitidos em ano eleitoral", escreveu na decisão.
Com a cassação dos diplomas, o presidente da Câmara de Vereadores, Frederico Careca (MDB), aliado da prefeita, deve assumir interinamente a administração municipal até a realização de novas eleições ou decisão definitiva da Justiça.
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