
A mbira (pronuncia-se “imbira”), primeiro instrumento da família dos lamelofones criado na África, é um símbolo da tradição do povo shona, que vive no Zimbábue, Zâmbia e Moçambique e tem esse artefato como um meio de comunicação com o plano espiritual. O projeto Vivências em Músicas de Mbira propõe uma imersão nessa cultura ancestral durante uma oficina que chega a Feira de Santana neste fim de semana. De 15 a 17 de agosto, o músico e etnomusicólogo baiano Thon Nascimêmtos coordena a atividade na sede do CUCA (Centro Universitário de Cultura e Arte) da UEFS. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio do formulário disponível no perfil @mbira.brasil.
As aulas serão ministradas sexta e sábado, das 14h às 17h, e domingo, das 15h30 às 18h30. O último dia está reservado para uma apresentação aberta ao público, na qual a turma terá a oportunidade de colocar em prática o conhecimento compartilhado durante a vivência. Pode participar da oficina qualquer pessoa com idade a partir de 16 anos, mesmo que não possua experiência musical. No encerramento, serão sorteadas duas mbiras do tipo nyunganyunga, fabricada de forma artesanal em Maputo, capital moçambicana, especialmente para o projeto.
A atividade integra a nova temporada do Vivências em Músicas de Mbira, realizado pela primeira vez em Salvador um ano atrás. Desta vez contemplado pela PNAB-BA (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura) 2025, o projeto ganhou uma estrutura mais robusta e se tornou itinerante. A oficina já passou por Santo Amaro (Bembé do Mercado), Salvador (Casa do Benin e Escola de Música da Ufba), Porto Seguro (Universidade Federal do Sul da Bahia), Cachoeira (Fundação Hansen Bahia) e Alagoinhas (Centro de Cultura). Ainda no mês de agosto, o encerramento será marcado por duas novas oficinas na capital baiana.
O músico baiano Thon Nascimêmtos idealizou o projeto Vivências em Músicas de Mbira depois de conhecer o potencial do instrumento em vivências no continente africano e durante sua pesquisa de doutorado em Música, Cultura e Sociedade, na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). A ancestralidade africana também foi sua inspiração em dois cursos de mestrado: Etnomusicologia, pela Ufba (Universidade Federal da Bahia) e Ensino em Relações Étnico-Raciais pela UFSB (Universidade Estadual do Sul da Bahia). Atualmente, Nascimêmtos também integra o corpo docente da UFT (Universidade Federal do Tocantins), onde atua no curso de Educação do Campo.
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