Quarta, 25 de Fevereiro de 2026
Feira de Santana Operação Primus’

Empresário de rede de combustível é preso durante ‘Operação Primus’

A Polícia Civil explica que o grupo teria criado uma estrutura empresarial complexa para facilitar a ocultação de patrimônio e a movimentação de valores ilícitos.

16/10/2025 às 08h27
Por: Redação Feira Em Pauta
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Empresário de rede de combustível é preso durante ‘Operação Primus’

Nome conhecido no setor de combustíveis, com forte influência econômica e política na região, o empresário Jailson Couto Ribeiro, radicado em Feira de Santana, foi um dos alvos, nesta quinta-feira (16), da “Operação Primus”, deflagrada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD).

A operação busca desarticular uma possível organização criminosa suspeita de atuar na adulteração e comercialização irregular de combustíveis, além de praticar lavagem de dinheiro. Outros mandados judiciais foram cumpridos, de forma simultânea, na Bahia, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Até o momento, seis pessoas foram presas, sendo quatro delas em território baiano.

Jau da Lubrijau, como é conhecido, é dono de uma rede de postos de combustíveis e ficou conhecido por ser um dos maiores revendedores da Shell na América Latina. Natural de laçu, recebeu o título de cidadão feirense em 2022. Na empreitada política, o empresário concorreu, sem sucesso, a prefeito de Iaçu nas eleições de 2024, pelo Avante.

A Polícia Civil explica que o grupo teria criado uma estrutura empresarial complexa para facilitar a ocultação de patrimônio e a movimentação de valores ilícitos. Segundo as investigações, cerca de 200 postos de combustíveis estariam vinculados à rede comandada pelos suspeitos.

Durante a operação, os agentes apreenderam três pistolas, uma submetralhadora, carregadores, munições, cerca de 10 veículos de luxo e equipamentos usados para adulterar combustíveis.

O principal suspeito, apontado como líder do esquema, foi preso em um hotel em Lençóis. O Draco-LD pediu à Justiça, diante da importância financeira, o bloqueio de bens, imóveis, veículos e valores pertencentes aos investigados, em um total de R$ 6,5 bilhões.

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