
Estamos no Outubro Rosa. Ouvimos, de maneira muito necessária, toda a discussão que envolve a prevenção do câncer de mama e o seu tratamento. Mas existem muitos casos em que não há mais para onde ir. Embora a campanha tenha nascido para alertar sobre o diagnóstico precoce, é importante lembrar que também existem pacientes em cuidados paliativos; pessoas que não buscam mais a cura, mas sim dignidade, conforto e qualidade de vida até o fim.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 74 mil novos casos de câncer de mama por ano até 2025. É o tipo de câncer que mais acomete mulheres no país e o que mais gera impacto físico, psicológico e social. O processo de mutilação corporal provocado pelas cirurgias, as mudanças na autoimagem e os efeitos adversos dos tratamentos exigem uma abordagem que vá além da medicina tradicional, envolvendo também o cuidado com a mente.
O psiquiatra Fábio Tristão, integrante da equipe multiprofissional da Resiliar, explica que o impacto psicológico do câncer de mama pode ser tão devastador quanto o próprio diagnóstico.
“O câncer mexe diretamente com a identidade e com o senso de integridade da mulher. O medo da mutilação, da dor e da morte pode gerar ansiedade intensa, depressão e até isolamento. É essencial que o cuidado emocional caminhe junto com o tratamento médico desde o início”, afirma.
Além do acompanhamento psicológico, os cuidados paliativos oncológicos têm papel fundamental na jornada das pacientes com câncer de mama, especialmente nas fases mais avançadas da doença. O objetivo é garantir conforto, controle da dor e qualidade de vida, respeitando os desejos e valores de cada pessoa.
“Ainda há uma percepção equivocada de que o cuidado paliativo é sinônimo de fim de vida. Na verdade, ele deve ser iniciado junto ao tratamento curativo, como uma forma de prevenção do sofrimento físico e emocional. Essa integração é o que realmente promove dignidade ao longo de todo o processo”, reforça Fábio Tristão.
A Resiliar, com sede em Feira de Santana, atua no cuidado integral de pacientes em situações de fragilidade, como síndrome pós-UTI, doenças crônicas e cuidados paliativos. A equipe é formada por profissionais de diferentes especialidades: o psiquiatra Fábio Tristão, o médico de cuidados paliativos e geriatria Leandro Machado, a médica de cuidados paliativos e intensivista Elissama Sena, o intensivista e anestesiologista com foco em dor Diego Argolo e a enfermeira intensivista Daniela Cunha.
Durante o Outubro Rosa, a instituição reforça a importância do cuidado preventivo e emocional como parte da saúde integral da mulher. A campanha também busca desmistificar os cuidados paliativos e destacar que, mesmo quando a cura já não é possível, ainda há muito a ser feito e o cuidado nunca deixa de existir.
Cartão SUS Feira de Santana recebe mutirão para regularização do Cartão SUS neste sábado (11)
FLIFS 2026 FLIFS 2026 promete edição mais democrática, plural e conectada com a juventude
hepatites virais Mais de 1,7 mil pessoas convivem com hepatites virais em Feira de Santana
veículos abandonados SMT notifica veículos abandonados em três vias de Feira de Santana
Apreensão de ecstas Operação da PM resulta na apreensão de ecstasy e cocaína em distrito de Feira
Emprego Operador de caixa, repositor e pedreiro estão entre as 522 vagas de emprego desta quarta-feira
Festival de Quadrilh Feira de Santana recebe terceira edição do Festival de Quadrilhas Juninas
tráfico de drogas Homem é conduzido por suspeita de tráfico de drogas no bairro SIM, em Feira de Santana
Casamento Coletivo Inscrições para Casamento Coletivo começam no dia 14 de julho em Feira de Santana