
Entre 2019 e 2024, os principais indicadores de saúde mental entre adolescentes de 13 a 17 anos na Bahia estagnaram em patamares preocupantes. Embora a avaliação negativa da própria saúde mental tenha tido uma leve queda de 16,3% para 15,2%, o estado saltou da 20ª para a 11ª posição no ranking nacional, superando a média do Brasil.
O dado mais alarmante revela que 29,4% dos escolares baianos afirmam se sentir tristes na maioria das vezes ou sempre, uma realidade que atinge quase três em cada dez jovens e coloca o estado em 12º lugar na lista de maior prevalência de tristeza crônica no país. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (25).
Isolamento emocional em Salvador
Em Salvador, o cenário de isolamento emocional é ainda mais grave. Cerca de 34,4% dos adolescentes soteropolitanos declararam sentir tristeza constante em 2024, índice que praticamente não mudou nos últimos cinco anos.
Esse percentual garante à capital baiana o 4º lugar entre as capitais brasileiras com maior incidência de sofrimento psicológico juvenil, ficando atrás apenas de Fortaleza, Macapá e Manaus.
Mulheres são as mais atingidas
O recorte de gênero expõe uma vulnerabilidade drástica entre as mulheres. Na Bahia, a tristeza persistente afeta 41,9% das estudantes, o que representa mais do que o dobro do registrado entre os homens (15,6%).
Em Salvador, a situação atinge o ápice: mais da metade das adolescentes (50,1%) relatam sentir-se tristes sempre ou na maior parte do tempo, enquanto entre os rapazes o índice é de 19%.
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