
Com a chegada do inverno, muitas pessoas reduzem naturalmente o consumo de água por sentirem menos sede. O hábito, aparentemente inofensivo, pode favorecer a formação de cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins, uma condição que afeta milhões de brasileiros e pode provocar dores intensas e complicações de saúde.
O cirurgião urologista Dr. Eduardo Cerqueira explica que o frio não causa diretamente a doença, mas cria condições favoráveis para o seu desenvolvimento. Segundo o especialista, "durante o inverno, é comum que as pessoas bebam menos água. Essa redução da hidratação deixa a urina mais concentrada, facilitando a formação de cristais que podem se transformar em cálculos renais. Além disso, há uma tendência ao aumento do consumo de alimentos mais salgados e ultraprocessados, que também contribuem para o problema”, afirma.
Dados da Sociedade Brasileira de Urologia apontam que cerca de 10% da população desenvolverá pedra nos rins em algum momento da vida. Na Bahia, isso representa mais de 1,4 milhão de pessoas potencialmente afetadas pela doença ao longo da vida. Os principais sintomas dos cálculos renais incluem dor intensa na região lombar, que pode irradiar para o abdômen e a virilha, ardência ao urinar, sangue na urina, náuseas e vômitos. De acordo com Dr. Eduardo Cerqueira, "cólica renal é considerada uma das dores mais intensas da medicina. Quando o cálculo obstrui a passagem da urina, o paciente pode apresentar um quadro extremamente doloroso e necessitar de atendimento imediato”, destaca o urologista.
Além da dor intensa, a pedra nos rins pode causar infecções urinárias, obstrução do trato urinário e, em situações mais graves, comprometer a função dos rins. O especialista salienta que pessoas que já tiveram um episódio de cálculo renal possuem maiores chances de desenvolver novos casos ao longo da vida, tornando a prevenção fundamental.
O tratamento varia de acordo com o tamanho e a localização do cálculo. Pedras menores podem ser eliminadas naturalmente com hidratação adequada e medicamentos para controle dos sintomas. Já os cálculos maiores podem exigir procedimentos como litotripsia ou cirurgias minimamente invasivas. “A principal medida preventiva continua sendo a ingestão adequada de água durante todo o ano, inclusive no inverno. Também é importante reduzir o consumo excessivo de sal, manter hábitos alimentares saudáveis e buscar avaliação médica diante de qualquer sintoma suspeito”, orienta o cirurgião urologista.
Cocaína líquida Apreensão de cocaína líquida em carga de madeira pode ser a maior da história do Brasil
Analfabetismo Analfabetismo no Brasil cai para menos de 5% pela primeira vez, aponta IBGE
Companhias aéreas Governo libera R$ 8 bilhões para apoiar companhias aéreas em meio a alta de combustíveis