Quarta, 16 de Setembro de 2026
Brasil vistos de autoridade

EUA restringem vistos de autoridades da África do Sul por “discriminação racial”

Medida anunciada por Marco Rubio atinge autoridades que Washington acusa de apoiar políticas de discriminação racial e confisco de terras sem indenização

16/09/2026 às 12h27
Por: Redação Feira Em Pauta
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Foto: Divulgação/Pixabay
Foto: Divulgação/Pixabay

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (15) novas restrições de vistos para autoridades sul-africanas que, segundo Washington, estejam envolvidas na criação ou aplicação de políticas de discriminação racial, confisco de terras sem indenização ou incentivo à violência contra minorias. A medida foi divulgada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Rubio afirmou que os Estados Unidos continuam preocupados com a situação dos africâneres e de outras minorias na África do Sul. O secretário citou leis baseadas em raça, possíveis expropriações de terras e manifestações que, na avaliação do governo americano, estimulam a violência racial.

A nova política amplia a pressão do governo de Donald Trump sobre a África do Sul. Washington também passou a priorizar a entrada de sul-africanos brancos como refugiados. Até o fim de junho, mais de 7.700 africâneres haviam sido admitidos nos Estados Unidos, enquanto o programa para refugiados de outras partes do mundo sofreu uma redução significativa.

O governo sul-africano rejeita as acusações de discriminação contra a população branca. As autoridades defendem as medidas de reforma agrária como uma forma de enfrentar as desigualdades deixadas pelo apartheid. O presidente Cyril Ramaphosa também afirmou que os discursos apresentados por Trump não representam a política oficial de seu governo.

A tensão entre os dois países aumentou no ano passado, quando Trump mostrou a Ramaphosa, durante uma reunião na Casa Branca, um vídeo que apresentou como prova de perseguição e “genocídio” contra sul-africanos brancos. Uma investigação da CNN não encontrou evidências que sustentassem a acusação de genocídio.

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