
Agora, é oficial: Neymar é o novo reforço do Al-Hilal. Após seis temporadas no Paris Saint-Germain, o atacante de 31 anos foi anunciado pelo clube da Arábia Saudita nesta terça-feira (15), com um vídeo nas redes sociais.
"O talento maravilhoso… que atrai a atenção de todos", escreveu o time, em português. As imagens mostram Neymar surgindo como um holograma nos céus do país. Depois, o atleta aparece já vestindo a camisa da equipe árabe e diz, em inglês, que está na Arábia Saudita e que é "Hilali".
O vínculo tem validade de duas temporadas e garantirá a Neymar valores astronômicos. No total, ele ganhará 320 milhões de euros (cerca de R$ 1,7 bilhão), incluindo salário, luvas e acordos comerciais. Isso dá mais de R$ 70 milhões por mês, ou R$ 2,3 milhões por dia.
O PSG, por sua vez, vai receber o valor desejado de 100 milhões de euros (R$ 540 milhões), entre bônus e variáveis. Essa é a maior transferência da história do futebol saudita. O Al-Hilal é o mais popular da Arábia Saudita e é comandado por Jorge Jesus, ex-treinador do Flamengo, Benfica e Fenerbahçe.
Neymar realizou exames médicos ainda em Paris. A expectativa é que ele seja apresentado no próximo sábado (19), quando sua nova equipe encara o Al-Fayha, em casa, pela segunda rodada do campeonato do país. Há uma pequena chance do brasileiro atuar por alguns minutos durante a partida.
Adeus ao futebol europeu
A transferência marca o fim da passagem de Neymar pelo futebol europeu após dez anos. O atacante chegou ao Velho Continente em 2013, depois de deixar o Santos e acertar com o Barcelona. No clube catalão, atuou ao lado de Lionel Messi e Luis Suárez, formando o badalado trio MSN.
Foi com a camisa do Barça que o brasileiro viveu seu auge no futebol e na Europa. Lá, conquistou seu principal título no continente: a Liga dos Campeões da temporada 2014/2015, marcando um dos gols da vitória por 3x1 sobre a Juventus, na final.
Após quatro temporadas vestindo a camisa 11 do Barcelona, Neymar decidiu que queria ser o protagonista do seu time. Desta forma, decidiu pela saída da Espanha, e rumou ao PSG em 2017. Chegou como contratação mais cara da história do futebol mundial, ao custar 222 milhões de euros (R$ 812 milhões, à época).
O sonho era dar ao clube de Paris seu primeiro título de Liga dos Campeões - e, de quebra, conquistar o prêmio de melhor jogador do planeta. Mas essa não foi a realidade. Nos seis anos que ficou no PSG, Neymar ficou marcado por grandes atuações dentro de campo, mas também muitas lesões, polêmicas e frustrações.
A primeira temporada foi a mais artilheira do camisa 10: 28 gols em 30 jogos oficiais. O desempenho, porém, acabou interrompido por uma fissura no pé direito, que o deixou de molho por três meses. Em 18/19, o brasileiro ganhou a sombra de Mbappé, que se consolidava na equipe. Ainda sofreu novamente uma contusão no pé direito e fechou a temporada dando um soco em um torcedor do Rennes após o vice na Copa da França.
Na temporada seguinte, Neymar esteve em campo em apenas 27 jogos oficiais, marcando 19 gols e dando 11 assistências. A maior decepção veio quando o PSG perdeu a final da Liga dos Campeões para o Bayern de Munique, desencadeando o choro do atacante ainda no gramado. Em 20/21, mais um fracasso: o time perdeu o Campeonato Francês para o Lille, encerrando uma sequência de três títulos nacionais consecutivos.
Em 21/22, vinha a reedição da parceria com Messi. A expectativa era que o trio, formado também por Mbappé, se tornasse um dos melhores da história. Mas ficou muito aquém do esperado e não deslanchou. Para piorar, Neymar não conseguiu balançar as redes naquela edição da Champions uma vez sequer, em seis duelos disputados.
A última temporada do camisa 10 no clube de Paris foi, mais uma vez, marcada por lesão. Precisou passar por cirurgia no tornozelo direito e ficou mais de quatro meses fora de combate. Ainda viu protestos de torcedores na porta de sua casa, e teve seu nome xingado diversas vezes. Tinha contrato com o PSG até 2027, mas as duas partes optaram por novos rumos.
No Al-Hilal, Neymar será companheiro de algumas estrelas que também deixaram a Europa, como o volante Rúben Neves, o meia Sergej Milinkovic-Savic e o zagueiro Kalidou Koulibaly. A equipe tem mais dois brasileiros: os atacantes Michael, ex-Flamengo, e Malcom, ex-Corinthians e Zenit.
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