
A Bahia contabilizou 206 mortes por desastres naturais entre 1990 e 2024, ficando em 8º lugar no ranking nacional, segundo dados do Atlas Digital de Desastres, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Além disso, foram registrados 219 mil feridos ou enfermos no estado nesse período.
O levantamento, atualizado na última terça-feira (20), considera informações dos Formulários de Informações do Desastre (FIDE), preenchidos por prefeituras e Defesas Civis.
No total, a Bahia teve 6.139 registros de desastres, sendo 75,9% climatológicos (como seca e estiagem), 21,5% hidrológicos, e o restante meteorológicos ou outros. A estiagem e a seca lideram, com 4.459 casos, seguidas por enxurradas (530) e fortes chuvas (484).
Em impacto humano, além dos óbitos, o estado registrou 623 mil desalojados ou desabrigados e mais de 216 mil feridos. O ano mais letal foi 2013, com 82 mortes, sendo 64 delas em Milagres. O pico de desabrigados ocorreu em 2021, com 146 mil pessoas, principalmente no sul do estado.
Segundo a Sedec, cerca de 29,6 milhões de baianos foram impactados por desastres nesse período — mais que o dobro da população atual do estado.
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