
O ex-presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, Dr. Jó, foi preso nesta segunda-feira (28) por corrupção passiva, peculato e irregularidade em licitação.
Os crimes que resultaram na prisão do político ocorreram entre 2013 e 2014, durante a sua gestão enquanto presidente da Câmara. À época, Josevaldo Viana Machado era filiado ao PCdoB. Ele foi condenado a 15 anos e cumprirá a pena em regime fechado.
De acordo com a Polícia Civil, o homem permanece custodiado e será encaminhado ao sistema prisional para o cumprimento da pena. A prisão foi realizada pelo Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Costa do Cacau), integrante da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Ilhéus), vinculada ao Departamento de Polícia do Interior (Depin).
Denúncia envolve pagamentos indevidos para contratações públicas
Investigado pelo MPBA (Ministério Público da Bahia), a prisão de Dr. Jó decorre da operação deflagrada pela instituição em 2019, da qual ele foi um dos alvos.
Segundo a denúncia, o ex-vereador recebeu dos empresários Aêdo Laranjeira de Santana, Alfredo Cabral de Assis e Cleomir Primo Santana – também denunciados – cerca de R$ 25,7 mil decorrentes de contratos superfaturados.
De acordo com o MPBA. por um contrato celebrado em 2014, o presidente teria recebido 14 mil da empresa SCM Serviços e Consultoria Contábil, de Aêdo e Cleomir Santana, em quatro parcelas de R$ 3,5 mil.
Já da Contábil Contabilidade e Informações Ltda., de Alfredo Assis, o pagamento seria de R$ 11,7 mil em quatro parcelas, para contratar os serviços da empresa nos anos de 2013 e 2014 pelo valor superfaturado de R$ 430 mil.
Em 2022, os ex-presidentes da Câmara Municipal de Ilhéus, Lukas Pinheiro Paiva e Tarcísio Santos da Paixão, foram condenados pela Justiça a 23 anos de reclusão e detenção pelo scrimes de organização criminosa, corrupção passiva, falsidade ideológica, peculato e fraude em licitação.
Paiva e Paixão presidiram a Câmara nos 2017/2018 e 2015/2016, respectivamente.
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