
Javier Milei, deputado federal, controverso e radical candidato de extrema direita, e o atual ministro da Economia, Sergio Massa, foram os escolhidos pelos argentinos para a disputa do segundo turno das eleições presidenciais.
Massa obteve 36% dos votos, já Milei conseguiu 30%. A terceira colocada foi Patricia Bullrich com 23%. A população se reuniu neste domingo (22) a fim de votar também para 130 deputados e 24 senadores, além dos governadores de Buenos Aires e Entre Rios, e o prefeito da cidade de Buenos Aires.
Entre os principais desafios do próximo presidente argentino, estão a inflação de quase 140%, uma crise cambial e as contas públicas esgotadas. O país tem ainda 40% da população na pobreza. O segundo turno acontecerá no dia 19 de novembro.
Brasil e Argentina
A expectativa da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo segundo turno é que, em uma etapa final, haja um debate mais equilibrado sobre o que representam as propostas de Javier Milei para o futuro da Argentina.
Milei propõe dolarizar a economia do país, o que já foi tentado uma vez e não deu certo. Além disso, promete acabar com o Banco Central argentino e ameaça até romper relações com o Brasil. Milei terá dificuldades para implementar suas promessas, mas no mínimo representará um risco para o Brasil na América do Sul. Por causa disto, nos bastidores, o presidente Lula tem torcido para Sergio Massa.
Com texto e pesquisa de Julia Lordelo e Rodrigo Daniel Silva, a Rádio Metropole produziu uma reportagem especial sobre o pleito (escute aqui).
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