
Em um cenário de disputa acirrada pelo comando de Feira de Santana, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, pode favorecer o deputado federal Zé Neto (PT) no novo duelo contra o ex-prefeito Zé Ronaldo (União Brasil). É o que aponta a primeira pesquisa IPM/Grupo Metrópole sobre a sucessão na maior cidade do interior baiano. Segundo o levantamento feito com 604 eleitores entre os dias 4 e 9 de julho, 54,6% disseram votar em Zé Neto caso a disputa tivesse o parlamentar como candidato apoiado por Lula, Jerônimo e Rui, em um confronto direto com Zé Ronaldo, que aparece com 35,5% quando associado ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e a Jair Bolsonaro (PL).
No cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos candidatos aos eleitores, Zé Ronaldo aparece ligeiramente à frente com 38,1%, contra 36,9% de Zé Neto. Entretanto, considerando a margem de erro de 3,98% para mais ou para menos, ambos estão tecnicamente em empatados. Outros 11,7% disseram votar no deputado estadual Pablo Roberto (PSDB) e 1,2% no empresário Carlos Medeiros (Novo). No total, 6% disseram não optar por nenhum dos quatro candidatos e 5,6% não quiseram ou não souberam responder. Brancos e nulos ficaram abaixo de um ponto percentual.
No cenário espontâneo, conforme a pesquisa, 24,7% citaram Zé Ronaldo como candidato preferencial, contra 19,2% de Zé Neto - diferença de cinco pontos percentuais e meio. Pablo Roberto aparece na rabeira, com somente 3,3%.
O retrato se manteve ainda em um provável segundo turno entre o deputado e o ex-prefeito. De acordo com o IPM, Zé Ronaldo soma 45,52% no confronto direto com Zé Neto, citado por 44,9% dos eleitores feirenses. A diferença de apenas 0,3 ponto percentual entre os dois concorrentes elimina quaisquer prognósticos sobre favoritismo entre os dois pré-candidatos.
Sobre rejeição, Zé Ronaldo apresenta o maior índice no comparativo com Zé Neto e Pablo Roberto. Ainda conforme o IPM, 37,1% dos entrevistados disseram não votar de jeito nenhum no pré-candidato do União Brasil, que governou a cidade por quatro gestões. O petista, que vai para a sexta tentativa de comandar o município, é rejeitado por 32,3%, 4,8 pontos percentuais a menos. Ou seja, fora da margem de erro. O deputado do PSDB possui o menor índice de todos os três, com apenas 25,8%. Por outro lado, é de longe o mais desconhecido: 40,4% disseram não saber de quem se trata, ante 5,5% de Zé Ronaldo e 7,8% de Zé Neto.
No recorte por idade, a ligação com Lula faz com que as intenções de voto em Zé Neto alcancem percentuais acima da média na faixa de 16 e 17 anos (75%), dos 18 aos 24 (59,2%) e dos 45 os 59 (56,2%). Já Zé Ronaldo, quando associado a Neto e Bolsonaro, tem melhor desempenho no eleitorado acima dos 60 anos (36,7%). Em relação à renda, o deputado do PT alcança 60,1% entre os entrevistados que ganham até um salário-mínimo. Em contrapartida, o ex-prefeito soma 50% junto ao eleitorado com cinco salários-mínimos ou mais, considerando o mesmo cenário.
O levantamento foi realizado no método survey, com coleta de dados através de abordagem domiciliar face a face e por meio eletrônico, através de tablets ou smartphones, sob o seguinte número de registro no TRE: BA-06315/2024.
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