
Camilla Ferraz Barros, gerente de operações do Hospital Mater Dei Salvador e enfermeira, foi demitida após ser acusada de cometer racismo contra uma funcionária da loja Petz, no bairro do Imbuí, no último sábado (4). Em uma discussão registrada em vídeo e amplamente compartilhada nas redes sociais, Camilla aparece chamando a gerente da unidade de “petista, baixa e preta”. O caso foi registrado na 9ª Delegacia (Boca do Rio).
Em nota, a Rede Mater Dei de Saúde confirmou a demissão de Camilla neste domingo (5). A empresa informou que, após a repercussão do caso, abriu uma sindicância interna envolvendo a diretoria, o setor jurídico e a área de compliance para investigar a denúncia.
“A Rede não tolera qualquer ato discriminatório por parte de seus integrantes e reafirma seu compromisso com a igualdade e a inclusão. Comprometida com seus valores, mantém uma postura firme contra todas as formas de discriminação, incluindo racismo, etarismo, homofobia e bullying”, declarou a instituição.
Entenda o caso
Funcionários da loja Petz, no bairro do Imbuí, em Salvador, relataram os detalhes do conflito envolvendo a enfermeira Camilla Ferraz Barros e seu marido, o co-piloto Guilherme Andrade Xavier Conceição, ocorrida na tarde do último sábado (4).
De acordo com os relatos, a confusão começou por volta das 14h, quando Guilherme procurou o setor de farmácia da loja em busca de orientações sobre um vermífugo. Ao ser informado de que os funcionários não poderiam dar indicações para o uso do medicamento, ele teria se irritado e arrancado o crachá de uma atendente.
Diante da situação, a gerente da loja foi chamada para tentar resolver o problema. A enfermeira disse que era juíza e que iria ''mandar demitir'' os funcionários da loja. Além disso, Camila ofendeu outra funcionária.
A Polícia Militar foi acionada e orientou os funcionários a registrar o caso na 9ª Delegacia (Boca do Rio). Segundo os relatos, ao chegarem à delegacia, Camilla e seu marido já estavam no local, aparentemente apresentando uma versão na qual se colocavam como vítimas da situação.
O episódio gerou grande repercussão e culminou na demissão de Camilla Ferraz Barros, que não se manifestou publicamente até o momento. O caso segue sendo investigado.
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