
O presidente Lula (PT) admitiu pela primeira vez a possibilidade de não disputar a reeleição em 2026. Lula falou sobre o assunto durante uma reunião ministerial, que ocorreu nesta segunda-feira (20), na Granja do Torto, residência de veraneio do presidente em Brasília, no Distrito Federal.
A fala surpreendeu os ministros presentes, que teriam afirmado que o presidente mencionou que a decisão dependerá exclusivamente da “vontade de Deus”. Apesar de a fala surpreender, os ministros ainda acreditam que Lula deverá ser o candidato, por não haver sucessor à sua altura para a disputa.
O presidente justificou sua decisão e mencionou as situações recentes em que esteve em risco, como em outubro de 2024, quando a aeronave presidencial precisou sobrevoar a Cidade do México por 5 horas, após um problema técnico, para queimar combustível e retornar em segurança ao aeroporto do qual havia decolado.
A recente cirurgia na cabeça após uma queda no banheiro em outubro de 2024 também foi citada. Lula contou que, à época, haveria risco de morte, caso não tivesse passado por procedimento cirúrgico em São Paulo. Em dezembro, o presidente precisou passar por outros dois procedimentos cranianos.
Lula solicitou que os ministros, dentro de seus partidos, se empenhem para que o governo ganhasse as eleições em 2026, independente de quem fosse o candidato situacionista. Sobre os partidos da base aliada, Lula também reclamou.
Segundo ele, os políticos não assumem ser parte do governo, como PSD, MDB, Republicanos, União e PP. “Eu quero que esses partidos continuem juntos, mas estamos chegando no processo eleitoral e a gente não sabe se os partidos que vocês representam querem continuar trabalhando conosco ou não. E essa é uma tarefa também de vocês neste ano de 2025 e é uma tarefa grande”, declarou o presidente.
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