
A Bahia segue liderando o cenário agrícola na região Nordeste. As exportações do agronegócio baiano alcançaram a marca de US$ 1.5 bilhão de dólares (cerca de 8,5 bilhões de reais) entre janeiro e março deste ano, superando o volume total embarcado por todos os demais estados nordestinos, que juntos somaram US$ 1.44 bilhão. Esse desempenho, conforme dados do Sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária, demonstra a força e a competitividade do setor agropecuário baiano.
Tendo mais de cem países como destino de seus embarques, o agronegócio da Bahia apresentou um crescimento de 9,15% nas exportações no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O montante movimentado saltou de US$ 1.37 bilhão para US$ 1.50 bilhão. Esse cenário foi impulsionado pela boa performance de diversas culturas, com destaque para o cacau e seus derivados, que registraram um aumento de 174,43%.
O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destaca que a abertura de novos mercados internacionais, especialmente na Ásia, tem sido um fator determinante para esse crescimento, impulsionando as vendas de produtos como algodão, soja, café e cacau e seus derivados.
“A liderança da Bahia nas exportações do setor agrícola se deve, em grande parte, à diversidade de nossa produção e altos padrões de qualidade e sustentabilidade, fruto de um trabalho conjunto entre governo, setor produtivo e investimentos em tecnologia e infraestrutura. Vamos seguir ampliando mercados, valorizando a produção baiana e garantindo renda no campo”, afirmou o secretário.
Também tiveram uma alta na produção o café, com um crescimento de 144%, seguido por fibras e produtos têxteis (13,7%) e papel e celulose (7,5%). Adicionalmente, as exportações do setor café e especiarias cresceram 165,44%, passando a representar 7,14% do total exportado pelo estado no trimestre.
Referência como produtor rural e empresário com atuação há mais de 40 anos no agronegócio na região oeste do estado, Odacil Ranzi, ressalta que o crescimento do setor é fruto da profissionalização no campo, do uso intensivo de tecnologia, da confiança na ciência e de parcerias com os governos estadual e federal.
“Ver a Bahia liderar, mais uma vez, o ranking de exportações agrícolas do Nordeste não é apenas motivo de orgulho, é a confirmação de um trabalho feito com responsabilidade e visão de futuro. Hoje, o agricultor baiano planta com base em dados, faz gestão com indicadores e colhe com precisão. A cadeia produtiva se tornou mais eficiente e sustentável, do uso racional da água até o manejo responsável do solo e das culturas, com respeito ao meio ambiente”, explicou o produtor.
No cenário nacional, o acumulado do primeiro trimestre de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 37,8 bilhões, aumento de 2,1% quando comparado ao ano anterior, o maior valor já registrado para o período. O superávit do setor no trimestre foi de US$ 32,6 bilhões, um crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2024.
Destinos - A produção agrícola baiana é exportada para mais de cem países. Cacau e seus derivados têm como destinos a Argentina, Estados Unidos e membros da União Europeia. A soja é majoritariamente embarcada para a China, com embarques consideráveis também para a França, Europa e Taiwan.
Com qualidade superior e reconhecida mundialmente, o algodão baiano é cobiçado em destinos como China, Bangladesh, Egito, Estados Unidos e Paquistão. As frutas produzidas na Bahia, a exemplo da manga e da uva, têm mercado garantido na Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, entre outros. Já os produtos florestais, como a celulose, madeira serrada e resinas, abastecem compradores na China, Bélgica, Estados Unidos, Itália e Holanda.
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