Sexta, 10 de Abril de 2026
Bahia Gripe na Bahia

Bahia entra em alerta para síndromes gripais e pode ter agravamento nas próximas semanas

Boletim da Fiocruz aponta risco de aumento de casos graves nas próximas semanas

10/04/2026 às 06h02
Por: Redação Feira Em Pauta
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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Um boletim da Fundação Oswaldo Cruz aponta que 18 estados e o Distrito Federal estão em situação de alerta, risco ou alto risco para casos graves de síndromes gripais no Brasil. Em 13 dessas unidades, há tendência de crescimento nas próximas semanas.

Entre os estados em situação de risco está a Bahia, que, junto com Acre, Tocantins e Pernambuco, pode enfrentar agravamento do cenário. Os casos mais preocupantes foram registrados em Mato Grosso e Maranhão.

Apesar do quadro, a tendência nacional é de estabilidade no longo prazo, com sinais de interrupção do crescimento e até queda em algumas regiões. Segundo o levantamento, a maioria das infecções tem sido causada por influenza A e rinovírus, responsáveis por mais de 70% dos diagnósticos positivos recentes.

A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ocorre quando sintomas gripais evoluem para quadros mais severos, com dificuldade respiratória e necessidade de internação. Entre os vírus associados, influenza A, influenza B e Covid-19 podem ser prevenidos por vacinas disponíveis no SUS.

O Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG em 2026, com cerca de 13 mil confirmações laboratoriais para vírus respiratórios. Ao todo, foram contabilizadas 1.621 mortes, sendo a Covid-19 responsável por 33,5% dos óbitos, seguida por influenza A e rinovírus.

A pesquisadora Tatiana Portella reforça a importância da vacinação como principal forma de evitar casos graves e mortes. “Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, afirmou.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe está em andamento, com prioridade para crianças, idosos e gestantes, considerados mais vulneráveis a complicações.

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