
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta terça-feira (30) um recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a decisão que extinguiu a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar aplicada a magistrados. O julgamento é o segundo item da pauta da sessão.
A manifestação da PGR foi protocolada por meio de embargos de declaração, recurso utilizado para solicitar esclarecimentos sobre possíveis omissões, contradições ou pontos obscuros em uma decisão judicial. O entendimento contestado foi firmado pela própria Primeira Turma, que concluiu que a Reforma da Previdência de 2019 retirou da Constituição a possibilidade de aplicar a aposentadoria compulsória como penalidade. Com isso, a perda do cargo passou a ser a punição máxima para casos considerados graves.
No recurso, a Procuradoria questiona se cabe ao STF julgar diretamente ações que envolvam a perda do cargo de magistrados quando a penalidade for sugerida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O órgão também argumenta que esse modelo pode comprometer o direito ao duplo grau de jurisdição, já que o processo teria início e término na Suprema Corte, sem possibilidade de revisão por outra instância.
A PGR ainda sustenta que a nova interpretação pode afetar a garantia da vitaliciedade da magistratura, prevista na Constituição como forma de assegurar a independência dos juízes. Outro ponto levantado é a utilização da expressão "infrações graves" para justificar a perda do cargo. Segundo a Procuradoria, a aplicação dessa sanção deve estar baseada em hipóteses definidas de maneira objetiva na legislação.
Antes da mudança de entendimento, a aposentadoria compulsória, chamada por críticos de "punição-prêmio", afastava o magistrado das funções, mas preservava o direito ao recebimento de proventos proporcionais ao tempo de serviço. Ao manter a decisão do ministro Flávio Dino, a Primeira Turma considerou que esse tipo de punição perdeu respaldo constitucional. Na ocasião, o ministro afirmou que a medida "é uma punição que não pune", por manter o pagamento dos benefícios ao magistrado afastado. Com a interpretação adotada pelo STF e posteriormente regulamentada pelo CNJ, a demissão passou a ser a penalidade mais severa para desvios disciplinares.
Equoterapia Câmara de Feira promulga Lei que cria Programa Municipal de Equoterapia para pessoas com deficiência Michelle Bolsonaro Michelle Bolsonaro deixa comando do PL Mulher e diz que prioridade será cuidar da família Ex-primeira-dama comunicou decisão à direção nacional do Partido Liberal e afirmou que pretende dedicar-se ao marido, Jair Bolsonaro, e à filha
Dilma Rousseff Jerônimo concede maior honraria da Bahia à ex-presidente Dilma Rousseff