
"Foram muitas mulheres se solidarizando comigo, tantas que se hoje elas todas viessem aqui, não caberia nesta galeria”, falou a presidente da Câmara Municipal De Feira de Santana, Eremita Mota (PSDB), no seu discurso na manhã desta terça-feira (22), na sessão de retorno, após sequência de ataques que sofreu na semana passada. Cerca de 30 mulheres estavam na galeria, vestidas de branco e com cartazes com mensagens de repúdio.
Em trechos do seu discurso, a vereadora, que estava na Tribuna Maria Quitéria –símbolo de mulher guerreira na Guerra da Independência da Bahia, se emocionou e agradeceu o apoio recebido tanto pessoalmente, quanto pelas redes sociais, de eleitores ou não, além da ampla cobertura dos veículos de imprensa.
“Sinto que valeu a pena ir até a Delegacia da Mulher e denunciar toda aquela situação que sofri. Do jeito que as coisas vêm acontecendo aqui na Câmara, eu teria que ir todos os dias a DEAM, dando queixa. Falo isso pois não são apenas agressões nas Sessões, são pelos corredores, são ofensas, fofocas e injúrias contra mim e conta o meu filho", destacou Eremita, em lágrimas.
Mesmo sob pressão, Eremita revela que se sente forte e que não vai deixar de falar toda vez que a ameaçarem ou difamarem. "Desde o início do mandato, além dos insultos diários, o que mais me marcou negativamente foi a tentativa para que eu não assumisse a presidência no início do ano. Fico horrorizada com isso até hoje. Muitas das agressões que sofri não teriam ocorrido, caso um homem estivesse no meu lugar", revelou a vereadora, sob aplausos.
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